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08/07/2003
Segundo um estudo da Universidade de Salamanca o baixo rendimento do aluno se deve à baixa formação nos níveis anteriores e ao excessivo número de matérias
RENDIMENTO ACADEMICO DOS ALUNOS
Os professores da Universidade de Salamanca consideram que as causas principais do baixo rendimento do aluno universitário são o baixo nível com o que chegam à educação superior e o excessivo número de matérias que têm que cursar cada ano.
Segundo se desprende do estudo realizado sobre o rendimento acadêmico dos alunos da Universidade salmantina, financiado pelo Conselho Social, entre as causas atribuíveis ao próprio estudante figuram a falta de autoexigencia e responsabilidade, o deficiente aproveitamento das horas de tutoria e o insuficiente domínio das técnicas de estudo por parte do aluno. Os docentes também atribuem este baixo rendimento à falta de esforço para centrar-se no estudo, a escassa motivação e a falta de orientação ao eleger a titulação.
Por outra parte, entre as causas devidas aos próprios professores o relatório sublinha a baixa estimulação para a dedicação à tarefa docente, a falta de estratégias de motivação por parte do professor e a escassa comunicação entre docente e aluno.
A equipe de investigação, dirigido pelo catedrático de Educação Javier Tecelão, define como ?globalmente positiva? a valoração das condições de docência por parte do professorado, fundamentada principalmente na dedicação de um tempo razoável na preparação das classes.
Não obstante, o relatório concreta alguns aspectos negativos como a escassa preparação prévia dos alunos, a deficiente coordenação entre os programas, a reduzida possibilidade de promoção pessoal que oferece a Universidade e a escassa coerência acadêmica dos planos de estudo.
Os pesquisadores sugerem uma série de iniciativas para melhorar o rendimento dos alunos tendo em conta os três tipos de variáveis; institucionais, corpo discente e professorado.
Em relação à instituição propõem procurar estratégias para elevar o nível de conhecimentos dos alunos previamente a seu rendimento na Universidade, de forma especial nos estudos de Ciências. Entre as opções propostas figura a realização de um curso preparatório com as matérias finques dos diferentes tipos de estudos. Assim mesmo, consideram a necessidade de reformular-se nos novos planos de estudo a possibilidade de incorporar mais matérias de caráter anual e potenciar a coordenação dos programas das matérias dadas nos planos de estudos.
Com respeito aos alunos, a equipe de investigação aposta por potenciar os serviços de orientação para melhorar tanto seus hábitos e técnicas de estudo como suas atitudes de responsabilidade, esforço e autoexigencia; revalorizar a função da tutoria como atividade docente e propiciar uma maior assistência regular às classes, limitando ao máximo o absentismo sem causas justificadas.
Finalmente, sobre o professorado o relatório aconselha tomar medidas orientadas ao reconhecimento das tarefas docentes (não só para dar as classes, senão com atividades de posta ao dia, preparação de materiais, correção de exercícios) e à potenciação da formação pedagógica do professorado.
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