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Noticia : Enfermedades neurodegenerativas
08/09/2010
Na doença de Parkinson degeneram neurônios da porção compacta da substância negra cujos axones inervan o estriado além de outras estruturas neurales. Pesquisadores da UAM e do Centro de Investigação Médica Aplicada (CUME) põem de manifesto que esta múltipla inervación tem lugar obrigado à ramificação de suas axones.
Logotipo da Universidade Autônoma de Madri
O principal achado deste trabalho científico foi mostrar axones de neurônios nigrales que além de chegar ao estriado, inervan o tálamo
Quando James Parkinson veio ao mundo o 11 de abril de 1755 em Londres ninguém imaginou que 62 anos depois passaria à História por publicar um tratado de medicina no qual descrevia a paralisia agitante, doença que hoje leva seu nome: doença de Parkinson.
Hoje em dia se sabe que o Parkinson é um transtorno neurodegenerativo que se produz pela perda de neurônios dopaminérgicas de uma região concreta do cérebro, conhecida como porção compacta da substância negra. Não obstante, a causa pela qual ditos neurônios degeneram segue sendo uma incógnita. O que sim está claro é que esta morte celular seletiva ocasiona uma importante deficiência do neurotransmissor dopamina (sintetizado pelos próprios neurônios da substância negra compacta) no estriado, estrutura cerebral envolvida na motricidade; daí que alguns dos principais sintomas desta doença sejam os tremores e a lentidão na execução dos movimentos.
A substância negra está formada por milhares de neurônios. Cada uma tem um corpo ou soma, várias dendritas e um axón. O soma contém o núcleo, que controla a atividade de toda a célula. As dendritas se ramificam nas proximidades do soma do que procedem e constituem uma rede que lhes permite receber informação de axones e dendritas provenientes de outras células. O axón transmite impulsos nervosos a outros neurônios situados a seu arredor ou em estruturas mais afastadas. Cada neurônio está conectado a outras milhares através de sua axón e dendritas.
Investigações prévias demonstraram que os neurônios da substância negra compacta enviam suas axones ao estriado, modulando assim sua atividade. Recentemente, o trabalho realizado por Carolina Cebrián e Luzia Imprensa, do CUME e a UAM, pôs de manifesto que o axón de uma célula da substância negra pode ramificar-se ao longo de sua trajetória para o estriado, podendo assim modular a atividade de outras estruturas nervosas ao mesmo tempo que o faz sobre os neurônios estriatales.
Os resultados obtidos nesta investigação mostram a existência de neurônios na substância negra de roedores cujos axones estão muito ramificados, de tal maneira que um mesmo neurônio é capaz de inervar não só ao estriado, senão também a outras estruturas cerebrais cuja funcionalidade não é unicamente motora.
O principal achado deste trabalho científico foi mostrar axones de neurônios nigrales que além de chegar ao estriado, inervan o tálamo, sendo esta estrutura um centro finque dentro dos circuitos neurales envolvidos em atividades motoras, sensitivas e cognitivas.
Por outra parte, as pesquisadoras também advertem que os neurônios da substância negra mais severamente afetadas na doença de Parkinson têm axones muito ramificados, o que sugere que o grau de ramificação axónica possa ser um fator que condicione a maior ou menor vulnerabilidade dos neurônios nesta doença neurodegenerativa.
Estes conhecimentos em torno da ramificação dos axones são ademais essenciais para explicar alguns dos sintomas não puramente motores que apresentam os enfermos parkinsonianos.
Fuente: Wikipedia
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