Wednesday :: 23 / 05 / 2012

Además AHORRA | BLOGS | COMPRAS | ENCUESTAS | FOROS | TRADUCTOR MAPA DEL SITIO

Noticia

Os cientistas descobrem grande quantidade de matéria orgânica no cometa Tempel

11/09/2005

Cientistas de médio mundo apresentaram ontem os resultados da missão Deep Impact da NASA, que o passado 4 de julho despedaçou um projétil contra o cometa Tempel 1 para estudar o núcleo destes corpos celestes, testemunhas das remotas origens do sistema solar.



Los científicos descubren gran cantidad de materia orgánica en el cometa Tempel

Os cientistas descobrem grande quantidade de matéria orgânica no cometa Tempel

Fonte Física e Sociedade

O núcleo do Tempel 1, cuja superfície está coalhada de crateras, compõe-se de partículas muito finas (entre 1 e 100 micras) e muito pouco compactas. A composição química do núcleo é similar à do vírgula (o halo do cometa) exceto num detalhe: tem uma quantidade muito maior de compostos orgânicos.

Resultados
Os resultados se publicaram ontem em três artigos da revista Science.

  • O primeiro analisa os dados transmitidos à Terra pelo próprio projétil -até quatro segundos antes do impacto- e pela nave que o lançou contra o cometa, ambos carregados de instrumentos científicos.
  • O segundo recolhe os resultados de 70 observatórios terrestres e orbitais, entre eles, o telescópio espacial Hubble, que em julho enfocaram seus instrumentos para o Tempel 1 para analisar o impacto e suas conseqüências. <
  • O terceiro artigo apresenta os dados da nave Rosetta, da Agência Espacial Européia (ESA), que vai de caminho para outro cometa e ativou seus instrumentos para registrar também o impacto. Ao todo colaboraram mais de 250 cientistas.

    Descrição
    O projétil, de 370 quilos e do tamanho de uma lava-roupa, penetrou umas dezenas de metros no núcleo do Tempel 1. O impacto lançou ao exterior uma boa quantidade de material interno do cometa, que graças a isso pôde ser analisado por vários métodos: a luz que reflete esse material dá muitas pistas sobre sua composição química. Seu grau de opacidade, a velocidade com que resulta lançado e, sobretudo, a forma em que volta a cair sobre o cometa (por gravidade) permitiram aos científicos estimar o tamanho das partículas que o formam, e também a massa do próprio Tempel 1.

    Segundo esses dados, o núcleo do cometa está fato de partículas muito finas, com um diâmetro de entre 1 a 100 micras (milésimas de milímetro). E não podem estar muito compactadas, porque o cometa tem uma densidade surpreendentemente baixa, de 620 quilos por metro cúbico (o água tem uma densidade de 1.000 quilos por metro cúbico). O núcleo do cometa não se parece a uma rocha, senão a uma pelota de pó que se mantém unida por sua própria atracção gravitatória.

    Dados
    Os dados mais curiosos procedem da comparação dos espectros luminosos antes e depois do impacto. Como todos os cometas, que são bolas de gelo e pó, o Tempel 1 vai expulsando material quando sua órbita se acerca ao Sol. Os pesquisadores compararam essas expulsões naturais de material superficial com as causadas pelo impacto.

    Antes do impacto, o material lançado consiste sobretudo em água e CO2, com pequenas quantidades de substâncias orgânicas (isto é, compostos de carbono similares aos constituintes básicos da vida). Depois do impacto se vê um grande incremento dos compostos orgânicos, que chegam a ser tão abundantes como o água.

    Um bom refúgio contra o calorA luz infravermelha emitida pelo Tempel 1 permitiu aos científicos calcular com bastante precisão a temperatura da superfície de seu núcleo nos dias do impacto, quando o cometa estava a 134 milhões de quilômetros da Terra. As zonas alumiadas pelo Sol estavam a 56 graus centígrados, e as que ficavam à sombra de algum acidente topográfico não passavam de 13 sob zero.

    Núcleo
    O núcleo do cometa rompida sobre seu eixo (dá uma volta cada 41 horas), e por tanto as zonas de luz e de sombra variam continuamente. O fato de que, pese a isso, a temperatura se possa correlacionar tão bem com a luz e a sombra indica que o Sol só pode esquentar a capa mais superficial do cometa. Caso contrário, o calor acumulado nas capas mais profundas impediria do que as zonas sombreadas se esfriassem tão rápido.

    "O interior do cometa está bem protegido do aquecimento que sofre a superfície", explica o pesquisador principal da missão Deep Impact, Michael A'Hearn, numa nota da Universidade de Maryland.

    "O calor não se conduz facilmente ao interior, e o gelo e os demais materiais situados a certa profundidade podem permanecer prístinos e inalterados desde as origens do sistema solar, tal e como muitos cientistas tinham teorizado".

    Segundo A'Hearn, um dos achados mais interessantes da missão é o alto conteúdo em compostos do carbono que revelou o interior do cometa. "Este fato indica que os cometas contêm uma quantidade substancial de material orgânico", escreve o líder da missão, "e que, por tanto, poderiam ter trazido esse material à Terra nos inícios da história do planeta, quando os impactos de asteróides e cometas eram muito comuns".



  • Imprimir Imprimir Enviar a un amigo Enviar amigo PDF PDF Traducir Traducir



    RSS   


    Comentarios para esta noticia

     

    Publicidad

    Publicidad