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Um grupo de pesquisadores espanhóis utiliza uma técnica desenvolvida por cientistas do CSIC para avaliar operações de miopía com laser

16/03/2002.



Cada dia são mais as pessoas que recorrem à cirurgia para solucionar seus problemas de visão. Defeitos como a miopía, a hipermetropía e o astigmatismo, que obrigam a usar óculos ou lentes de contato, podem solucionar-se na sala de operações.

A cirurgia refractiva mais estendida, LASIK, utiliza um laser excímero para talhar a córnea e desta maneira alterar a curvatura de sua parte central e corrigir os defeitos de desfoque da imagem que se projeta sobre o fundo do olho.

Apesar de que o LASIK corrige, geralmente de maneira muito exitosa, os erros refractivos convencionais e repara parte dos problemas das anteriores técnicas cirúrgicas, os estudos realizados por pesquisadores do Instituto de Ótica do CSIC põem de manifesto que das operações realizadas com este tipo de técnica se derivam também alguns efeitos indesejados. Susana Marcos, cientista do CSIC e integrante desta equipe investigadora, indica que a cirurgia LASIK padrão provoca imperfeições ópticas que não se medem mediante técnicas convencionais mas que degradam a qualidade de imagem.

Num estudo realizado sobre 22 olhos de pacientes se compararam as aberrações oculares (imperfeições do sistema óptico) que estes pacientes apresentavam antes e depois de submeter-se a uma operação LASIK com o fim de diminuir seu grau de miopía. Para isso os pesquisadores fizeram uso de inovadoras técnicas de aberrometría e de novos algoritmos de análises de topografia corneal, ambos desenvolvidos no Instituto de Ótica do CSIC.

Os pesquisadores são capazes, combinando estas técnicas de caracterizar os defeitos ópticos do olho de maneira muito precisa e com um amplo número de variáveis (aparte dos erros refractivos convencionais) e de avaliar onde se produzem ditos defeitos (córnea ou cristalino).

Os resultados demonstram que a operação elimina as anomalias mais importantes, como a miopía e astigmatismo, mas potência outras imperfeições. Em particular se incrementa muito notavelmente a aberração esférica, o que pode derivar em dificuldades de visão em situações de baixo contraste, ou na aparição de halos e duplas imagens nestes pacientes, particularmente pela noite (com pupilas grandes). Ademais, os pesquisadores descreveram alterações não só na cara anterior da córnea, senão também na cara posterior.

Estes trabalhos foram publicados nas revistas Journal of Refractive Surgery e Investigative Ophthalmology and Visual Science (as revistas de maior índice de impacto do área). Os resultados, fruto de investigação multidisciplinar entre físicos do CSIC e oftalmologistas do Instituto de Oftalmobiolgía Aplicada (Universidade de Valladolid), chamam o atendimento sobre a conveniência de considerar a aberrometría para avaliar objetivamente os resultados a cirurgia, bem como a necessidade de otimizar os algoritmos que controlam o laser para diminuir ditos efeitos secundários. Nesta linha, a última geração de equipes de cirurgia LASIK começa a dotar-se desta nova tecnologia, o que sem dúvida redundará numa melhora dos resultados cirúrgicos.




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